sábado, outubro 31

Em pouco mais de dez anos, esquemas de corrupção e fraude na gestão da Saúde do Rio de Janeiro desviaram cerca de R$1,8 bilhões dos cofres públicos

Quase R$ 1,8 bilhão foram desviados dos cofres públicos do Rio de Janeiro (RJ) entre os anos de 2007 a 2020 — foram R$ 1.799.368.433, mais especificamente. Isso através de   esquemas de corrupção e fraude na gestão da Saúde do Estado.

As notícias divulgadas no final de setembro, dia 29, são de um levantamento realizado pelo G1— que tomou como base as denúncias do Ministério Público Federal (MPF) que, por sua vez, investigou fraudes no setor em seis fases da Operação Lava Jato no Rio De Janeiro. Foram elas:

  1. Operação Fatura Exposta (2017): desvios que chegaram ao valor de R$ 16,2 milhões
  2. Operação Ressonância (2018): desvios de cerca de R$ 1 bilhão
  3. Operação SOS (2018): desvios que chegaram a R$ 74 milhões
  4. Operação Favorito (2020): desvios de R$ 647,1 milhões
  5. Operação Dardanários (2020): desvios que chegaram ao total de R$ 12 milhões
  6. Operação Tris in Idem (2020): desvios de R$ 50 milhões

A procuradora da República Marisa Ferrari, que integra a Força-Tarefa da Lava Jato no Estados do Rio de Janeiro, descreve as cifras desviadas como “estarrecedoras”. “Apenas na Operação Ressonância foi estimado um impacto aos cofres públicos de R$ 1 bilhão. As organizações criminosas têm uma expectativa de lucrar muito com esses contratos”, pontuou ela.

De acordo com o que publicou o G1, os quase R$ 1,8 bilhão desviados superam, inclusive, os gastos do Estado carioca com a pandemia do novo coronavírus (causador da Covid-19). “Segundo a Comissão Especial de Gastos com a Covid-19, já foram executados R$ 1,7 bilhão com mais de 120 contratos. Outros R$ 661 milhões estão em andamento, somando R$ 2,3 bilhões”, pontuou a reportagem do portal de informação. 

A matéria, entretanto, também salientou que “desse total gasto na pandemia, cerca de R$ 700 milhões estão sob suspeita de desvios, segundo investigações que levaram às operações Favorito e Tris in Idem, que levaram ao afastamento do governador Wilson Witzel e à prisão do secretário de Saúde Edmar Santos, entre outros”. Mais detalhes a respeito do assunto podem ser conferidos em g1.globo.com

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