Ter, 31 de Março de 2009 12:24

                     No que se refere ao jornalismo, é essencial que uma rádio como a Tabajara FM se diferencie das emissoras comerciais a partir da democratização das fontes e pautas, ou seja, é preciso incluir os excluídos dos meios de comunicação. Um outro diferencial na abordagem dos assuntos é fazer  prevalecer de fato o interesse público.

                      Dar voz e vez no rádio àqueles segmentos marginalizados da sociedade, não significa a chamada "popularização" que se vê nas rádios e TVs comerciais. Não se pretende, em uma rádio com o nosso perfil, dar voz à população para explorar suas mazelas e conflitos pessoais. Deve estar na pauta do jornalismo  atividades da sociedade organizada que busca os seus direitos. Assim, associações de bairros, conselhos comunitários, organizações não-governamentais, movimentos populares, sindicatos, entre outras formas de organização da população, têm   prioridade na pauta do jornalismo.

                      As fontes oficiais também devem ser ouvidas, mas não se deve fazer delas as principais referências do jornalismo, pois assim esta seria apenas a  reprodução do modelo no qual quem controla a política controla os meios de comunicação eletrônica.

                      É de suma importância destacar que devemos defender essas formas de organização da sociedade, mas não as instituições ou as pessoas que as comandam. Sindicatos e sindicalistas, associações de bairros ou seus presidentes devem ser tratados com a isenção necessária. Uma matéria crítica em relação a um sindicato, não significa, necessariamente, uma postura contrária ao movimento sindical. Ao contrário, pode até fortalecê-lo.

 

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