| DEVASTAÇÃO DA AMAZÔNIA AUMENTOU 26% EM JANEIRO, DIZ IMAZON |
| Escrito por Carlos Mendes |
| Sex, 05 de Março de 2010 19:44 |
|
O Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon) divulgou dados indicando que, em janeiro deste ano, houve aumento de 26% no desflorestamento, em relação ao mesmo período do ano passado, quando foram desmatados, ao todo, 50 quilômetros quadrados. O primeiro mês de 2010 apresentou 63 quilômetros quadrados de devastação. Já para dezembro de 2009, foi revelada uma queda de 68% do desmatamento, em comparação a igual período de 2008. De acordo com o Sistema de Alerta de Desmatamento (SAD) do Imazon, houve 16 quilômetros quadrados de área desmatada na Amazônia Legal no último mês do ano passado. Em dezembro de 2008, o desmatamento somou 49 quilômetros quadrados. A devastação acumulada, que se observou para o período de agosto de 2009 a janeiro de 2010, somou 836 quilômetros quadrados. O dado representa um amento de 22% em relação ao mesmo período anterior (agosto 2008 a janeiro 2009) quando foram desmatados 687 quilômetros quadrados de floresta. Em dezembro de 2009 e janeiro de 2010, as florestas degradadas- intensamente exploradas por atividade madeireira e/ou queimadas- na Amazônia Legal totalizaram, respectivamente, 11 quilômetros quadrados e 51 quilômetros quadrados. O Imazon informa que, como houve grande cobertura de nuvens na região amazônica no período do acumulado analisado, os dados de desmatamento podem subestimar a devastação real. As regiões com maior cobertura de nuvens foram Amapá, Amazonas e Pará. A parte do Maranhão que compõe a Amazônia Legal também não foi analisada. Desmatamento que gera emissões Pela primeira vez, o SAD reportou as emissões de carbono provenientes do desmatamento detectado na Amazônia Legal. Segundo o sistema, no período de agosto de 2009 a janeiro de 2010, o desmatamento acumulado causou o comprometimento de 13,8 milhões de toneladas carbono, sujeitas a emissões diretas e futuras por eventos de queimadas e decomposição, resultando em 51 milhões de toneladas de CO2 equivalente. A informação representa aumento de 41% das emissões de carbono em comparação ao mesmo período do ano anterior (agosto de 2008 a janeiro de 2009), quando o total de carbono florestal afetado pelo desmatamento acumulado- 687 quilômetros quadrados- foi de 9,8 milhões de toneladas, resultando em 36 milhões de CO2 equivalente. "Dizemos que o carbono foi comprometido ou afetado porque não podemos afirmar que a emissão já ocorreu, se o gás já está ou não na atmosfera. A emissão vai acontecer em algum momento, mas pode ser numa próxima queimada, por exemplo", explicou ao jornal Estado de S.Paulo, o cientista do Imazon Carlos Souza Júnior. De acordo com o jornal, para calcular as emissões de carbono desencadeadas pelo desmatamento, o Imazon fez um cruzamento de dados. Cada polígono onde houve desmatamento foi comparado a mapas de biomassa da Amazônia. O "simulador de emissões de carbono" trabalha com estimativas frente a algumas incertezas, como a verificada para casos de incêndio, que não têm eficiência de 100% e, portanto, nem sempre levam à queimada de toda a biomassa existente. (Fonte: www.amazonia.org.br) |